Fé para Hoje – Confissão da Fé Batista de 1689

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Confissão de Fé Batista de 1689

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Descrição

Uma das primeiras confissões de fé dos batistas ingleses foi a de 1644; na verdade a confissão de 1689, trata-se de um endosso à segunda confissão batista de 1677. Esta é amplamente baseada na Confissão de Fé de Westminster (1648). A edição nacional é bem pequena, contendo um prefácio o qual relata um pouco da história da confissão e da citação por batistas calvinistas, como Charles Spurgeon.

É possível observar amplamente a influência da teologia do pacto ao longo da confissão, bem como a soteriologia calvinista, a relação entre lei e evangelho (que hoje é pouco discutida nas confissões e teologias sistemáticas). Há um capítulo sobre o matrimônio junto com o relacionado à magistratura e a relação com as autoridades.

A escatologia é eminentemente amilenista e a soteriologia é congregacional (o que não poderia ser diferente); o batismo é por imersão e a ceia tem caráter memorial, apesar de que não sei em que difere a expressão “alimento espiritual” de conferição de graça das fórmulas reformadas.

Duas notas foram colocadas ao final do livro, o que julgo incoerente (ou se publica o livro na íntegra e na ordem em que foi escrito, ou então que se deixe isso bem claro e esclareça-se com muita propriedade o porquê disto. Não nos é relatado, mas talvez um dos principais motivos é exatamente a consideração de que nem todas as crianças que morrem são eleitas e que o papa é o anticristo). Outra crítica à edição é que além de ser pequena não faz citação dos versículos na íntegra. Tudo bem que isto estimula a se ir às Escrituras, mas creio que facilitaria ter o verso em questão por extenso no texto da confissão.

A confissão é muito boa e já consiste numa redução do texto da Confissão de Fé de Westminster. Se comparada às confissões de fé batistas regulares é bem mais extensa; isto só vem a provar que não estamos nos preocupando em pensar com qualidade consensual os principais temas de nossas crenças e expô-los com clareza e precisão na linguagem de nossa geração sem corrupção do padrão bíblico. Todo batista deveria ler esta confissão.

Charles H. Spurgeon, o bem conhecido príncipe dos pregadores, considerava esta confissão como um valioso auxílio para o ministério. Ao republicá-la, escreveu:
“Este pequeno volume não é publicado como regra autoritativa ou código de fé, ao qual estejais agrilhoados, mas como assistência para vós na controvérsia, uma confirmação na fé e um meio de edificaçlão na justiça. Nele os membros mais jovens de nossa igreja terão um manual de Teologia em dimensões reduzidas, e, mediante a comprovação escriturística, estarão prontos a explicar a razão da esperança que neles há.
Não estejair envergonhados de vossa fé; lembrai-vos de que ela é o antigo evangelho dos mártires, dos confessores, dos reformadores e dos santos. Acima de tudo vivei em Cristo Jesus e caminhai nEle, dando ouvidos a nenhum ensinamento senão aquele manifestamente aprovado por Ele e de propriedade do Espírito Santo. Apegai-vos com firmeza à Palavra de Deus, que aqui está, mapeada para vós”.

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